quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A Escola na pós-modernidade: Desafio ao Educador para a sociedade do bem comum

O Século XXI herdou das últimas décadas do século XX a vitória do chamado “pensamento único”, em que o mercado rege as ações de toda a comunidade planetária, a qual a ele está submetida como nunca antes na história. Utopias de organização social a partir da distribuição igualitária de bens e recursos foram vencidas e não se encontrou até este momento uma terceira via que possibilite embasar ações e conceitos para a construção de uma sociedade livre, democrática, mas também em que todos sejam incluídos e chamados a participar tanto de sua construção, quanto dos benefícios que esta construção possa resultar.
            Nesta sociedade que resultou como consequência do liberalismo econômico e da globalização, o avanço tecnológico sem precedentes aliado a deificação do consumo e sua preconização como fim e objetivo máximo de vida para as massas, o TER é reconhecido pela maioria como mais importante que o SER. Como resultado da disputa pelo poder de consumo, traduzido pela busca incessante do melhor “padrão de vida” ao invés do estilo ou modo de vida, estabeleceu-se de vez a sociedade de consumo, em detrimento de ideais como os de comunidade ou de sociedade civil organizada.
            Neste contexto, cabe à escola servir de cenário para ações de transformação própria e do meio em que atua, enquanto transmissora de saberes, valores e atitudes aos discentes: aliar a prática aos conceitos e teorias apreendidos às experiências vivenciadas no trato com esta realidade desafiadora de novos modelos de organização em contraponto ao pensamento único de deificação do mercado e da sociedade de consumo.
Mais que apresentar conteúdos, cabe à comunidade escolar servir como exemplo de espaço a ser construído pelas novas gerações, de tal forma que o saber aprendido leve a uma ação transformadora da realidade através de estímulos à solidariedade, à busca do bem comum e dos valores humanos essenciais, em contraposição ao consumo como fim único da vida das pessoas e o perigo deste modelo para o ecossistema planetário e a própria comunidade humana.
Dadas as transformações tecnológicas e os meios de comunicação de massa levados a uma forma de organização como nunca antes na história, há que se levar em conta, dois outros espaços de educação e prática de formação do indivíduo e da sociedade: A família e os próprios grupos de convivência, os quais hoje se formam antes ou mesmo distantes da formação tradicional da família e da própria escola.
É claro que a escola tem na formação intelectual e a partir da mesma, conjugada com o convívio social externo ao ambiente familiar, a centralidade na formação do indivíduo em momentos da vida humana em que se forma não só o cidadão, com o próprio ser humano, ao mesmo tempo em que o sujeito aprende a viver em sociedade. Porém, há que se dar importância aos traços de educação, cultura, moral e costumes já herdados da família ou incorporados a partir do convívio com grupos externos ao ambiente escolar e que vão levar para a escola os traços internalizado pelo indivíduo.
Aprender a dividir estas diferentes características e ajustá-las no convívio escolar para um modelo aceito como sociedade é um exercício de cidadania que a escola presta ao espaço maior que é a coletividade e que bem construído vai influenciar em outras organizações sociais como o universo profissional, cultural e o próprio Estado.
Para citar um exemplo destes enormes desafios, a escola tradicional ainda se mantém presa a modelos baseados em ditados e escrita, num mundo em que os alunos, independente de idade ou formação já chegam à escola com outras formas de ler e interpretar o mundo, absorvidas das modernas tecnologias de informação   e comunicação.

Preparar-se para ser protagonista como educador para a sociedade do bem comum é o desafio que nos cabe diante deste cenário. Nos prepararmos para sermos agentes de mudança e transformação da escola e a partir desta, da própria sociedade, é a principal meta que se coloca para nós neste contexto.

sábado, 29 de outubro de 2016

Amigos indecisos. Não vou falar com vocês do lado negativo que é votar no Crivela. Vou falar de coisas boas, que acredito.. que seja votar no Freixo. Quem me conhece reparou que ultimamente tenho militado pouco ... O lance do PT foi FODA !!! A esperança que virou orgulho pela melhoria na qualidade de vida do povo pobre, virou decepção pela politica de sempre com as pessoas de sempre.. a politica do poder pelo poder... Foi um puta golpe na gente que acredita e sempre acreditou e lutou por um governo de base popular... Mas esta eleição pra prefito aqui no Rio me trouxe de volta pra briga.. Aliás no primeiro turno eu já entrei de novo na briga .. Tava PUTO com o lance do golpe... de derrubarem a nossa presidente .. assim na mao grande ... Tava desanimado... cabeça baixa... Mas aí ... tinha o meu amigo vereador Reimont de um lado.. Vereador do cacete... sempre lutando do lado de coisas boas... moradia,,, gente de rua... E tinha um garoto aqui em Campo Grande fazendo um barulho... o Siri William ... fazendo agente ter esperança de novo... Agora tem essa dicotomia entre o legal e o escroto... Gente só tem uma pavra pra falar de Crivela .. escroto.. Aliás. O Temer é escoro... o Serra é escroto e o Crivela e o Edir Macedo... são escrotos.. gente feia.. parecem uns vampiros... O Brasil parece que foi atacado por vampiros.. Vamos acabar com esse haloweeen às avessas. Olha os dois candidatos. Quem voe quer dizer pros amifgos de fora, nos outros estados e no exterior que pe seu prefeito??? O Crivela ou o Freixo??? qualq é mais a cara do RIO? O Rio é plural ... é católico em São Sebastião, ubandista em entregar flores pra Iemanjá e Evangelico em abraçar a Presidente Vargas na caminha da fé...; O Rio é carnaval na Sapucaí, mas é emprego, trabalho e renda na Rio Branco e Primeiro de Março... A gente é foda... Escapa de BAlça perdida e sai sambando. O menor vem pucar niosso celular, mas a gente não que que o PM enfie a porrada nele... Agente quer que leve ele de boa pra tentar escola e melhor oportunidade... Fala a verdade.. Voce se amarra em, curtir a praia e caminar no calçadão mas se amarra em um funkão na comunidade, um passinho em madureira e uym skate em Campo Grande... Vai dizer que isso combina com CRIVELA???? Pensa bem ai... Depois me conta. Na gelada a gente se encontra e mesmo que voce faça a merda de votar neste escroto a gente vai se encontrar tomar uma gelada e jurar outr o papao na semana que vem que nunca chega... Mas se Deus (que segundo o Papa João Paulo II falou no Maraca é carioca) quiser, voce vai votar no Freico desta vez e vamos passar 4 anos podendo falar um com o outro que legal que agente fez pro Rio e que legal essa nossa cidade tão plural, tão democrática e tão DO CACETE !! FREXO 50, PORRA!!!!

sábado, 22 de outubro de 2016

O Planejamento ambiental como vetor de tomada de decisão, frente às questões ambientais globais

A forma mais aceitável (isto é, sem privilegiar grupos econômicos, culturas, crenças em detrimento de outros) de entender desenvolvimento sustentável é enxergar como um compromisso firmado pelas gerações atuais, de garantir a manutenção de seu bem-estar e modo de vida, sem implicar em prejuízos, ou melhor, garantindo o bem-estar e conservação ou melhoria no estilo de vida das gerações vindouras. Entenda-se - em um contexto de visão ecossistêmica - habitantes de um mesmo planeta, como todos os seres vivos e suas espécies seja fauna ou flora. Bem como, quando falamos em gerações, não nos reportarmos apenas à raça humana, mas toda a vida terrestre, ou seja: a biodiversidade.
Garantir esse entendimento e traçar planos e formas de desenvolvê-lo como um modelo global, bem como adotar as medidas requeridas não devem ser tarefas apenas dos Estados ou de formadores de opinião, com seus interesses próprios e particulares. Ao contrário, deve ser uma responsabilidade de cada indivíduo e seus grupos de interesse locais representados na sociedade civil organizada.
Surge, porém uma questão fundamental: O entendimento da necessidade de preservar o modo de vida sustentável, contradiz com o modo de vida vigente, atualmente aceito como modelo único de organização social, baseado no consumismo como perpetuador desta mesma sociedade capitalista e seu mercado de consumo, sob o qual se está baseado e amparado todo o modo de vida atual.
Harvey (2001), em sua obra “A produção capitalista do espaço”, vai apresentar a forma como se desenvolveu a produção capitalista e como ela moldou o mundo em que vivemos hoje a partir das nações centrais e seus líderes e como o espaço produzido e seus atores influenciaram de forma significativa no meio ambiente, apropriando-se nos últimos 200 anos, e principalmente a partir da última metade do século XX, como jamais na história da natureza e seus recursos como meios de exploração para movimentação e dinamização do mercado de consumo sem levar em conta a própria sobrevivência do ser humano e o planeta. O autor conclui sua análise sobre a geopolítica do capitalismo, afirmando que é necessário “considerarmos a substituição do modo capitalista de produção como condição necessária para a sobrevivência humana” (HARVEY, 2001:162).
Se existe já neste momento uma preocupação com a própria continuidade da espécie humana, o argumento da necessidade de mudança total do modo capitalista de vida deve justificar ações de planejamento que garantam ás gerações futuras um planeta com condições favoráveis de vida com bem-estar e qualidade ambiental que gozamos, ainda que sob risco, no presente. Ou seja, preservar os ecossistemas subsistentes na biosfera, e se possível refazer os meios naturais com sua biodiversidade no máximo de sistemas sob risco de extinção ou desequilíbrio.
No final do século XX, a partir de ações como as Conferências organizadas pela ONU, como ESTOCOLMO 1972 e CONUMAD (Rio 92), e assinaturas de protocolos como os de KYOTO, os Estados – haja vista a crise sem precedentes, gerando aumento de custos em áreas como saúde, saneamento e respostas a desastres ambientais – ainda de forma tímida e centrada em interesses outros, como a própria geopolítica, iniciaram a tomada de posição e ações. Porém, numa visão integradora de todos, principalmente os mais interessados, ou seja: os cidadãos do mundo, a Sociedade Civil deve se organizar e tomar a frente destas iniciativas, cobrando mais que o respeito a impostos, mas posturas e ações de seus governantes e seus investidores internacionais: As grandes corporações capitalistas.
Organismos como: Partidos, Governos e Empresas, por sua grande responsabilidade e poder de interferência seja dA forma mais aceitável (isto é, sem privilegiar grupos econômicos, culturas, crenças em detrimento de outros) de entender desenvolvimento sustentável é enxergar como um compromisso firmado pelas gerações atuais, de garantir a manutenção de seu bem-estar e modo de vida, sem implicar em prejuízos, ou melhor, garantindo o bem-estar e conservação ou melhoria no estilo de vida das gerações vindouras. Entenda-se - em um contexto de visão ecossistêmica - habitantes de um mesmo planeta, como todos os seres vivos e suas espécies seja fauna ou flora. Bem como, quando falamos em gerações, não nos reportarmos apenas à raça humana, mas toda a vida terrestre, ou seja: a biodiversidade.
Garantir esse entendimento e traçar planos e formas de desenvolvê-lo como um modelo global, bem como adotar as medidas requeridas não devem ser tarefas apenas dos Estados ou de formadores de opinião, com seus interesses próprios e particulares. Ao contrário, deve ser uma responsabilidade de cada indivíduo e seus grupos de interesse locais representados na sociedade civil organizada.
Surge, porém uma questão fundamental: O entendimento da necessidade de preservar o modo de vida sustentável, contradiz com o modo de vida vigente, atualmente aceito como modelo único de organização social, baseado no consumismo como perpetuador desta mesma sociedade capitalista e seu mercado de consumo, sob o qual se está baseado e amparado todo o modo de vida atual.
Harvey (2001), em sua obra “A produção capitalista do espaço”, vai apresentar a forma como se desenvolveu a produção capitalista e como ela moldou o mundo em que vivemos hoje a partir das nações centrais e seus líderes e como o espaço produzido e seus atores influenciaram de forma significativa no meio ambiente, apropriando-se nos últimos 200 anos, e principalmente a partir da última metade do século XX, como jamais na história da natureza e seus recursos como meios de exploração para movimentação e dinamização do mercado de consumo sem levar em conta a própria sobrevivência do ser humano e o planeta. O autor conclui sua análise sobre a geopolítica do capitalismo, afirmando que é necessário “considerarmos a substituição do modo capitalista de produção como condição necessária para a sobrevivência humana” (HARVEY, 2001:162).
Se existe já neste momento uma preocupação com a própria continuidade da espécie humana, o argumento da necessidade de mudança total do modo capitalista de vida deve justificar ações de planejamento que garantam ás gerações futuras um planeta com condições favoráveis de vida com bem-estar e qualidade ambiental que gozamos, ainda que sob risco, no presente. Ou seja, preservar os ecossistemas subsistentes na biosfera, e se possível refazer os meios naturais com sua biodiversidade no máximo de sistemas sob risco de extinção ou desequilíbrio.
No final do século XX, a partir de ações como as Conferências organizadas pela ONU, como ESTOCOLMO 1972 e CONUMAD (Rio 92), e assinaturas de protocolos como os de KYOTO, os Estados – haja vista a crise sem precedentes, gerando aumento de custos em áreas como saúde, saneamento e respostas a desastres ambientais – ainda de forma tímida e centrada em interesses outros, como a própria geopolítica, iniciaram a tomada de posição e ações. Porém, numa visão integradora de todos, principalmente os mais interessados, ou seja: os cidadãos do mundo, a Sociedade Civil deve se organizar e tomar a frente destas iniciativas, cobrando mais que o respeito a impostos, mas posturas e ações de seus governantes e seus investidores internacionais: As grandes corporações capitalistas.
Organismos como: Partidos, Governos e Empresas, por sua grande responsabilidade e poder de interferência seja de decisões seja mesmo das ações concretas de intervenção no meio devem ser os grandes articuladores de projetos, leis e iniciativas como os CONAMAS (Conselhos nacionais de meio ambiente); Legislações ambientais e suas implicações, Multas e Punições a degradadores do meio ambiente, bem como o principal: Planejar plataformas de governo e de desenvolvimento econômico e social, a partir do modelo sustentável. Propondo e facilitando a cobrança e acompanhamento dos povos, principalmente através dos meios de comunicação e divulgação dos planejamentos, seus desdobramentos e resultados: Diminuição de desperdícios; políticas de reciclagem de resíduos e padrões para uso e reuso de ativos minerais (solo, água, metais preciosos, rochas). Protocolos e portarias de liberação de empreendimentos imobiliários, industriais, comerciais, de serviço, científicos ou militares, sob a perspectiva do impacto ambiental, e seus riscos para as populações vizinhas e os ecossistemas envolvidos.
Planejar a preservação da biosfera, com a mesma importância que se dá a planos de    “resgate e salvamento” econômico como, plano Marshal, consenso de Washington e afins... Pois neste caso o que se quer salvar não é a economia, é a vida em toda sua integralidade: a Biodiversidade em que se está inserido mesmo o capitalista que considere isso utopia, pois mesmo este, ou seus filhos e netos, se encontram em risco.e decisões seja mesmo das ações concretas de intervenção no meio devem ser os grandes articuladores de projetos, leis e iniciativas como os CONAMAS (Conselhos nacionais de meio ambiente); Legislações ambientais e suas implicações, Multas e Punições a degradadores do meio ambiente, bem como o principal: Planejar plataformas de governo e de desenvolvimento econômico e social, a partir do modelo sustentável. Propondo e facilitando a cobrança e acompanhamento dos povos, principalmente através dos meios de comunicação e divulgação dos planejamentos, seus desdobramentos e resultados: Diminuição de desperdícios; políticas de reciclagem de resíduos e padrões para uso e reuso de ativos minerais (solo, água, metais preciosos, rochas). Protocolos e portarias de liberação de empreendimentos imobiliários, industriais, comerciais, de serviço, científicos ou militares, sob a perspectiva do impacto ambiental, e seus riscos para as populações vizinhas e os ecossistemas envolvidos.

Planejar a preservação da biosfera, com a mesma importância que se dá a planos de    “resgate e salvamento” econômico como, plano Marshal, consenso de Washington e afins... Pois neste caso o que se quer salvar não é a economia, é a vida em toda sua integralidade: a Biodiversidade em que se está inserido mesmo o capitalista que considere isso utopia, pois mesmo este, ou seus filhos e netos, se encontram em risco.